Um pouco da história do samba rock nos livros de Simonal e Erasmo


Segue abaixo o texto de Patrícia Palumbo sobre o lançamento de dois livros que tem influência na história do samba rock, levando em conta as estrelas que fazem parte das obras: Wilson Simonal e Erasmo Carlos. Confiram!

Livros

“Dois lançamentos muito bem vindos fazem parte da minha bagagem nessas andanças com o Station Brésil. Pegando avião pra lá e pra cá carrego os livros que contam as histórias de dois ícones da música pop no Brasil: Wilson Sinonal e Erasmo Carlos.

“Nem Vem Que Não Tem”, de Ricardo Alexandre, é um trabalho de dez anos de pesquisa e entrevistas. Ricardo, entre outras coisas, foi editor da Bizz e é um jornalista que admiro. Agora mais ainda depois de ler esse livro e comprovar a qualidade de seu texto. O livro é saboroso, de leitura prazerosa e é um documento importante. Um retrato de um grande músico, uma biografia bem escrita que joga luz sobre uma história esquisita e mal contada. Através da leitura vamos descobrindo um Simonal além do mito. Um garoto pobre deslumbrado com a fama e o dinheiro que fez uma tremenda bobagem num momento de extremos no país e pagou por isso pelo resto da vida.

Max de Castro e Simoninha, filhos do cantor, estão celebrando o momento que é quase uma redenção. Numa entrevista para o Vozes eles comentaram que esse parece o “ano Simonal”. Já vimos no cinema “Ninguém Sabe o Duro que Eu Dei”; até o final de novembro deve sair em cd e dvd o show tributo “Baile do Simonal”(o Vozes do Brasil vai mostrar em primeira mão), e agora o excelente livro de Ricardo Alexandre. Finalmente as coisas entram no lugar e podemos ouvir Simonal outra vez sem a sombra do estigma. Pena que ele não tenha vivido pra ver.

E Erasmo Carlos escreveu suas memorias com o ótimo título “Minha Fama de Mau”. Está aqui a trajetória do garoto pobre da Tijuca, amigo de Tim Maia, “secretário” de Carlos Imperial, o Tremendão, um dos mais bem sucedidos compositores da música popular. É divertido ler as histórias das canções feitas com Roberto, as extravagâncias de moleque rico e famoso, as aventuras românticas e quase ingênuas desse “gigante gentil”. É comovente ler o livro. A narrativa não é linear, é emotiva. Escrita em primeira pessoa e sem pretensões literárias e por isso mesmo muito gostosa de ler. Erasmo faz confidencias. É como ouvir um amigo contando as histórias da sua vida. Só que esse é o amigo do rei. Uma delicia.

Os dois livros tem em comum um momento histórico, o nascimento da música pop no Brasil com a Jovem Guarda, os festivais, a Tropicália, a “pilantragem”, o samba rock. Muitos personagens se repetem nas duas publicações, é claro. E isso é muito interessante. A música brasileira está cada dia mais em pauta. Programas de tv se interessam por novos artistas, documentários ganham os cinemas e muitos livros tem sido lançados. Pra quem gosta, como eu, é uma festa! Que venham mais e mais livros como esses.”

Fonte: Patrícia Palumbo/pandorama.com.br

Samba rock é cultura, passe adiante.
Samba Rock Na Veia

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