O samba rock na last.fm está definido assim…


Para quem não conhece, a Last.fm é um site com função de rádio online agregando uma comunidade virtual com foco em música. Em tal comunidade, são trocadas informações e recomendações sobre o tema. A Last.fm constrói um perfil detalhado do gosto musical de cada usuário, reunindo e exibindo suas músicas e artistas favoritos numa página feita com as informações coletadas e gravadas por um plugin do próprio site instalado no aplicativo de execução de música do computador do usuário.

Foi lá que encontramos o texto abaixo e resolvermos compartilhar o mesmo com os visitantes do Samba Rock Na Veia, confiram:

“O samba rock cruza o balanço do samba com a acentuação musical do rock”

“É mais um conceito definido pelos DJs e frequentadores dos grandes bailes black, do que propriamente pelos artistas blacks da época; o samba rock é uma dança peculiar aqui de Sampa”.

É assim que Marcos Castilho, baterista da banda Farufyno e Marco Mattoli, líder do Clube do Balanço, definem o samba rock, respectivamente.

É complicado definir o que é o samba rock. Isso porque muitos dizem que é um estilo musical, uma batida diferente. Um samba tocado ao compasso do rock e da soul music. Outros já defendem o samba rock como um jeito de dançar.

O fato é que é muito difícil alguém não gostar de uma balada samba rock, seja dançando ou apenas curtindo o som. Quem não conhece ainda, deve conferir… E já!

Muita gente pensa que não conhece o samba rock. E quando ouve esse termo pela primeira vez, já solta um: “Samba o quê?? Que é isso…é pagode?”. Então o amigo explica: “Nããoo… É tipo Jorge Ben Jor”.

Para a grande maioria, o “inventor” do samba rock foi Jorge Ben Jor (na época só Jorge Ben), no final dos anos 60. Podemos afirmar que Jorge Ben inventou, ao lado do Trio Mocotó, uma “batida diferente”. E essa batida deu então origem ao samba rock – ou o suíngue. Inclusive o termo “samba rock” foi dito pela primeira vez em uma música de Jackson do Pandeiro – Chiclete com Banana – e não pelo próprio Jorge Ben Jor.

Também não podemos esquecer da contribuição de outros grandes “suingueiros do Brasil” – alguns nem tão conhecidos pelo grande público, como o já citado Trio Mocotó, o falecido Branca di Neve, o guitarreiro Luís Vagner, Wilson Simonal, Originais do Samba (no qual Mussum, dos Trapalhões fez parte), Banda Black Rio, Bebeto, etc.

“Toda essa geração de grandes artistas negros brasileiros desta época foram responsáveis. Jorge Ben com certeza é um dos expoentes e foi o que teve mais repercussão para quem não era do gueto”, explica Mattoli.

É o suingue brasileiro!!

Hoje muitas casas noturnas e bares têm dedicado noites exclusivas ao samba rock. Mas é errado afirmar que o samba rock está “voltando”. Isso porque ele existe há 30 anos e sempre esteve aí. Sucesso total na periferia da cidade!

“Ficou fora da mídia, mas sempre houve todo fim de semana festas de 2000 e 3000 pessoas na periferia. Estes bailes ainda são os eventos que movimentam maior número de pessoas”, conta Marcos Castilho, do Farufyno.


Banda Farufyno

Marcos fala em uma redescoberta do samba rock pelo público descolado e universitário: “Essa retomada está partindo mesmo da galera e não de esquemas de marketing do show bizz”. Foi isso mesmo que aconteceu! E um dos principais grupos responsáveis por levar o samba rock ao público “descolado” é o Clube do Balanço, liderado por Marco Mattoli.

“Fizemos o primeiro Clube do Balanço no centro comunitário da Cohab 1. Depois levei a idéia pro Grazie a Dio (casa na Vila Madalena) e em 1 ano a casa estava lotada”.


Clube do Balanço

“O samba rock influenciou uma geração enorme de músicos e sempre esteve presente. Faltava espaço para crescer e se firmar”, comenta Andréa Lopes, assessora do Grazie a Dio!. “Era difícil explicar que não era sambão, não era pagode, ritmos que foram assolados por bandas de baixa qualidade e ficaram sem prestígio junto aos jornalistas especializados”, completa.

Em 2001 o Clube lançou o CD Swing & Samba Rock, resgatando pérolas como Paz e Arroz (Jorge Ben), Saudade de Jackson do Pandeiro (Luís Vagner e Bedeu), Segura a Nega (Luis Vagner e Bebeto), além de composições próprias que não deixam a desejar, como “Aeroporto”, de Mattoli.

Nas pistas o samba rock também faz muito sucesso. O DJ Don KB pesquisa a música popular brasileira da década de 70, se especializando nos gêneros swing, samba rock e grooves brasileiros: “Em meados de 2000 comecei a levar o ritmo para as pistas (na festa JIVE) e fiquei surpreso com a resposta. Quanto mais brasileiro soava a música, mais o público gostava. Foi aí que resolvi investir pesado no samba rock. Daí em diante o ritmo veio à tona trazendo novamente artistas que já se encontravam afastados dos palcos e novos artistas começaram a despontar no mercado com trabalhos voltados à cultura do samba rock”.

Modismo? Não…”Espero que isso seja um sintoma de que a rapaziada esteja a fim de boa música e esteja procurando alternativas ao que a grande mídia vem tentando empurrar goela abaixo”, diz Mattoli. E é isso o que a gente quer, sim!!

Fonte: Last.fm

Samba rock é cultura, passe adiante.
Samba Rock Na Veia

2 Comments

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  1. 1
    sambarokista

    acho lindo o samba rock.. danço desde dos meus 13 NOA DE IDADE
    conheci atraves dos meus pais.. dos meu familiares q sao amantes da musica raiz … como eu aos 23 anos sou tb.. odeio esse funk novo estilo rio de janeiro e tb n gosoto de puts puts.. nada contra!!! mais nada melhor q pegar na mao dakele pretinho e com toda ” sensualidade” e vugariedade dançar,,, abraço a todos

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