As poesias recitadas no Samba Rock Plural


O Samba Rock Plural, realizado no último dia 04/11, contou em sua abertura com pessoas recitando poesias, ideia que surgiu das reuniões de produção do evento.

Divulgação - Samba Rock Plural - Foto: Soraia Correa

Divulgação – Samba Rock Plural – Foto: Soraia Correa

Para quem não esteve presente ou mesmo para quem foi e quer guardar para si o que foi dito, abaixo seguem algumas das poesias recitadas.

Ser Feliz
Por Gaby Inocêncio, 13 anos, recitada por Kico Francisco

Preciso me recriar
voltar a ser quem eu era
simplesmente feliz
voltar a acreditar
que um sorriso
pode mudar o Mundo
e que no mundo só há pessoas boas
voltar a ver somente o lado positivo
Chorar, só se for de felicidade
Matar, só se for de beijos
Cantar pelo simples ato do mesmo
ser feliz
e apenas Viver…

A Troca
Por Leonardo Cordeiro

Para a Dança que ganha Vida
A Vida que ganha a Dança
Da base, é por onde se começa
A verdade de qualquer mudança

5… 6… 7 e segue a Dança
Dois pra lá e dois pra cá
E que dure a vida toda
Esse Divino presentão
Dançar é simplão…
Pé com Pé, Mão com Mão

Quando a musica começa
Acaba a solidão
Até de quem chegou sozim
É dançando juntim
E curtindo um sonzim
Que os corpos atendem
Os desejos dos dois coraçãozim

E pra quem diga que samba rock
É dança de tiuzim, se enganou!
Olha em volta e repara:
Na galera que chegou
No nosso caldeirão
Ta na veia o Samba Rock
Que pulsa no coração

Do zero ao cem,
Quem tem pegada tem
Ensinando o Samba Rock
Eu realizo o meu sonho, sempre,
Realizando o sonho de alguém

Dança que passa
Por Nany Nascimento

Somos todos dançarinos da vida
Bailando, gingando, girando
Na mesma sintonia
Na construção de um passo leve
Crio, recrio e invento.
Um gesto breve
E vai surgindo, fluindo movimentos.
Que inspiram e trazem paz
Uma sensação que só a dança traz
Samba rock, jazz, capoeira.
Não importa o ritmo
Só de saber que existe a dança, a vida vale a pena.
Dança que passa…
A dor passa, o sofrimento passa
Só não passa o caminho que a dança traça.
Podem me impedir de lutar, falar até pensar
Mais a minha dança, ah a minha dança
Ninguém vai levar.
Sinta a melodia, deixe-se levar
A musica está ai sendo tocada
Pro seu corpo interpretar
Se a vida não vai bem, anda meio sem graça
Eu te dou apenas um conselho:
Dança que passa!

Tipo batatinha que esparrama pelo chão
Por Paula da Paz

Não é roda gigante mas gira
Não é meu amante mas Pira
e por todos meus poros transpira
sua genial elegância
No roçar de mãos e braços
desatamos nós e fortalecemos laços
Que são da maior importância

Famoso J.F.
Por Darlaine Souza

Saudade daquele que indesejavelmente batia fortemente em minhas nádegas
Ao passar pela porta de acesso a cozinha onde gritava de dor
Desfrutava das melhores uvas e jabuticabas no alcance das minhas mãos
Verduras e ovos colhidos logo ali. Vassouras feita em alguns minutos
Gansos nervosos e tão velozes como uma onça

A caminhada diária de levar gados para outros pastos que sem o meu pai impossível disso acontecer, pura adrenalina, desespero, alegria e diversão eram os sentimentos mais presente naquele momento.

Cabeleireiro dois metros de altura, cabelo grisalho que aos seus sessenta e poucos anos era o dono do pedaço, em um fusca branco fazendo sucesso (minha avó que o diga), geração de 2 filhos com outra mulher, resultando em 11 filhos dos quais 9 com a bela e única Tereza que até hoje usa sua aliança de união.

Há mais ou menos 13 anos nos deixou com uma saudade imensa, quem conviveu dessa forma me entende, uma saudade sem fim, sentimento mais presente dessa luz.

No ano de 2011 vi no que se transformou minha infância e trabalho dele. Hoje são apenas matos e mais matos. Não enxerguei os 22 pés de jabuticaba, não vi os pés de bananeiras que se transformavam em uma linda peteca feita carinhosamente pela minha mãe.

Apenas ganância por um terreno e nenhum sentimento.
Casa construída que não é do meu avô tão pouco parece com ela.

Samba Rock
Por Nego Júnior, recitada por Greice Gonçalves

Nele eu andei
Nele eu girei
Nele eu dancei
Dele, gostei

Nele me aprofundei
Nele me encontrei
Nele me realizei
Por ele, me apaixonei

Nele, eu vivo
Mas não sobrevivo
Desistir? Não é motivo

Nele, me sinto reconhecido
Tão pouco esteve adormecido
Sequer um dia, esquecido

Pode ser que nele eu chore
Pode ser que nele eu grite
Pode ser que fique mole
Pode ser até que me irrite

E daí?

Nele vou girar
Nele vou dançar
Nele vou cantar
Nele vou tocar
Nele vou sonhar
Nele vou amar
Porque ele…
Jamais vou deixar

Samba Rock Na Veia
Arte, lazer e cultura com a levada do samba rock.

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