Entrevista com Chris Guto e o samba rock diretamente do Acre


De São Paulo direto para o Acre. A cultura samba rock está presente também no norte do país marcando território além da sua cidade de origem.

O músico Chris Guto deixou a capital paulista e foi para Rio Branco, levou com ele a música e tem feito muito sucesso. Nesta entrevista, sugerida por Krista Kateneva e realizada por Tayguara Ribeiro, Guto conta um pouco como está sendo sua experiência.

Chris Guto - Divulgação

Chris Guto – Divulgação

Samba Rock Na Veia – Como começou a tocar samba rock?
Chris Guto – Comecei a fazer samba rock por um caminho natural, pois vim do samba. Meu primeiro instrumento foi o cavaquinho. Depois de muita presença dentro do universo do samba comecei a tocar e estudar violão com cordas de nylon, fazendo barzinhos e respirando a música de um jeito que nunca mais parei.

Samba Rock Na Veia – Como começou sua trajetória no Acre? Existem outras bandas do gênero no estado?
Chris Guto – Começou desde o primeiro dia que aqui pisei, pois a cena cultural e musical acreana é fortíssima, do jazz ao brega, da guitarrada ao fusion, do rock ao samba, choro etc. Foi nessa que me entreguei tocando funk, soul e samba rock entrando para sacudir a cena e botar pilha na rapaziada. Respondendo sua outra pergunta, já existia sim uma cantora que fazia samba rock por aqui, mas até o momento eu que mando bala e não desisto de educar a galera.

Samba Rock Na Veia – Como é a recepção do público?
Chris Guto – Perfeita, o estado é progressista demais e aceitou a onda muito bem.

Samba Rock Na Veia – As pessoas dançam samba rock ou apenas curtem o som?
Chris Guto – Ainda não existe por aqui a cultura da dança, mas a aceitação é ótima, sempre casa cheia.

Samba Rock Na Veia – Quais suas influências musicais?
Chris Guto – Tim Maia, Jorge Ben, Djavan, Earth, Wind & Fire, Nate Dogg, The Meteors, Fundo de Quintal, João Bosco e outros.

Samba Rock Na Veia – Quais as diferenças em tocar em São Paulo e no Acre?
Chris Guto – Nenhuma, apenas o circuito que é mais carente, mas tocar mesmo nenhuma.

Chris Guto - Divulgação

Chris Guto – Divulgação

Samba Rock Na Veia – Qual é a maior dificuldade para tocar samba rock fora de São Paulo?
Chris Guto – Nenhuma também. Faço o que gosto e toco pra mim, crio minha própria identidade e acredito no que eu estou fazendo, independente do lugar e de quem vou agradar. Nessa eu persisto.

Samba Rock Na Veia – Conte alguma história diferente que passou no Acre.
Chris Guto – Só passei por lá coisa boa. O Acre tem muito a oferecer, é só vir pra cá para ver, não dá para explicar.

Por Tayguara Ribeiro, parceiro do projeto Samba Rock Na Veia

Samba Rock Na Veia
Arte, lazer e cultura com a levada do samba rock.

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