Cantores e bandas | Tribo Guerreira


“Ta na hora, meu amigo… antes que você esqueça… De mandar pra todo mundo que cê tem nessa cabeça?”

Como esquecer a obra suingada de Jorge Moacir da Silva – o Bedeu? Em maio de 2014, o Grupo Tribo Guerreira, formado pelos filhos e sobrinhos decidiram colocar as mãos nos instrumentos e soltar a voz para revigorar e promover ainda mais a obra de clássicos e composições inéditas de Bedeu.

Bedeu no palco (chapéu) - Divulgação

Bedeu no palco (chapéu) – Divulgação

Bedeu nasceu no dia 04 de dezembro em 1946, na Ilhota (atual Cidade Baixa), na época bairro pobre de Porto Alegre, reduto de vários traços de africanidade e responsáveis por parte das suas influências musicais. Muito jovem transferiu-se para São Paulo e por lá espalhou sua música e seu suingue. Tal ritmo também conhecido em São Paulo como samba bock e no Rio de Janeiro, como balanço . Consolidou sua carreira nos anos 70 em São Paulo espalhando suas composições cheias de gingado e
negritude, sendo gravado por nomes consagrados nacionalmente como Jair Rodrigues, Wilson Simonal, Originais do Samba entre outros. Em 1975, Bedeu retorna a Porto Alegre e na companhia dos amigos Alexandre Rodrigues, Leleco Teles, Cy, Leco e Nego Luis montam o Grupo Pau Brasil. Algumas de suas composições eternizaram-se nas vozes de artistas renomados como Neguinho da Beija Flor, Bebeto, Luís Vagner, Dhema.

Bedeu faleceu no dia 5 de agosto de 1999 em Porto Alegre. Recentemente suas obras foram gravadas pelo Clube do balanço, Arlindo Cruz,
Grupo Revelação e Fernanda Abreu.

Tribo Guerreira é Thiago, frequentador de Escolas de Samba desde criança e ouvindo os ritmos e batucadas de seu pai transformou-se num exímio percussionista. Na força dos sons percussivos, Thiago ao lado do irmão Cassiano (filho mais novo), também herdou o gosto pela percussão, tem uma batida diferenciada ao tocar os timbales e pandeiro. Alex em certos momentos ao cantar lembra o tio, gosta de compor e fazer arranjos, com suingue nas veias, seu prazer é tocar violão. Adriano, a muitos anos participa de grupos vocais de Black Music. Ao cantar personaliza as belas canções do Tio, seu grande incentivador.

Hoje a cena musical brasileira impulsiona os ritmos de baile através dos balanços e da ginga de um cenário renovado. Como dizia o “homi”: suingando num clima de paz, numa intensa harmonia, valorizando acima de tudo esse coração percussivamente sofrido, apaixonado, vagabundo e sonhador.

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