Samba Rock Na Veia bate recorde de público na Casa das Caldeiras, no domingo, 05/07


Definitivamente falar dos domingos com o Samba Rock na Veia é falar de momentos inesquecíveis regados a muita energia boa, gente bonita e música de qualidade. E fica melhor ainda quando falamos de todos esses itens reunidos em um só lugar. Tem noção? Casa das Caldeiras lotada: cerca de 4 mil pessoas lindas numa tarde em que o frio ficou da porta pra fora, literalmente.

Imagem divulgação - Cláudia Souza/Samba Rock Na Veia

Imagem divulgação – Cláudia Souza/Samba Rock Na Veia

Pensa aí comigo e vai somando: respeito + carinho + capricho + competência + o melhor do samba rock rolando na melhor casa de eventos de São Paulo, eleita pelo júri do “Guia” da Folha de S. Paulo. O que deu aí pra você? Com certeza deu o mesmo que para mim: um evento super agradável, em um ambiente familiar, aberto para crianças, jovens, idosos e todos que se interessam por música, cultura e gastronomia.

“Acredito que estamos no caminho certo no que diz respeito ao crescimento do coletivo Samba Rock Na Veia e seus projetos. O Samba Rock Plural vem se tornando uma marca para o movimento samba rock e isso nos gratifica muito. A cobertura da imprensa e o surgimento de um novo público consolida um trabalho que começou em 2012, na Casa das Caldeiras”, ressaltou o idealizador do projeto, Nego Júnior.

Imagem divulgação - Cláudia Souza/Samba Rock Na Veia

Imagem divulgação – Cláudia Souza/Samba Rock Na Veia

Os respeitadíssimos expositores fizeram a diferença mais uma vez, com diversos produtos inovadores disponíveis para o público presente. Uma característica marcante do evento, sempre presente nas edições, fortalecendo o resgate da cultura negra, ao mesmo tempo beneficiando diversos microempreendedores do segmento. Paralelamente, as oficinas de moda e beleza; a apresentação coreografada do casal Camila e Marquinhos; a feira de vinil no Salão dos Tanques; a exposição de fotos do acervo Samba Rock Na Veia e o belo cardápio ampliado de comidas e bebidas.

Já no início, o Bloco Bebê e o Materna em Canto recepcionaram os primeiros convidados e na sequência, a aula de samba rock com o professor Carlos Júnior e sua parceira Kariny, do projeto Samba Rock Cultural. Na discotecagem, os DJs Dinho Pereira e Small tocaram grandes sucessos de longa data, fazendo a galera ferver de alegria no meio do salão. Filho do primeiro DJ do Brasil (Osvaldo Pereira), Dinho participou pela primeira vez do Plural. “Esse evento é grandioso, porque une diversas atrações, agregando muito. O coletivo tem o dom de resgatar vários itens da cultura afrodescendente e disponibilizar em um só lugar. Me sinto honrado com o convite e por ter sido tão bem recebido. Toda a minha gratidão pela recepção de vocês”, salientou Dinho.

Imagem divulgação - Cláudia Souza/Samba Rock Na Veia

Imagem divulgação – Cláudia Souza/Samba Rock Na Veia

O show especial da Vitrolla 70, banda formada pelos músicos Mateus Machado (vocal), Digão (baixo) e Dada Soul (teclados), foi um dos grandes destaques da tarde, nas Caldeiras. Foi uma mega apresentação cheia de energia, contagiante. “É a nossa segunda vez aqui na casa das caldeiras, mas essa edição arrebentou! A troca de energia foi rara hoje! Todos pela música e pela cultura!”, disse o vocalista. A banda Vitrolla 70 une, de maneira bem fora do convencional, instrumentos característicos do samba e do rock a arranjos de metais e o teclado dos anos 70. “Nosso trabalho aconteceu de verdade em circuitos de samba-rock, quando a música ‘Preta Rara’ vazou e ganhou o agrado das festas”, lembra o vocalista.

Outro destaque diferente foi a participação do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT) com foco na arrecadação de verba para a marcha das mulheres negras 2015. A ONG fez uma doação de diversos livros para serem vendidos durante o evento. Uma ação muito interessante da entidade que tem o objetivo de executar projetos voltados para a promoção da igualdade de raça e de gênero. Segundo a representante do estande, Juliana, o grande objetivo da marcha é discutir as dificuldades das mulheres negras e chamar a atenção das pessoas para a criação de políticas públicas que olhem diretamente para a condição da mulher negra na sociedade. A marcha acontecerá no dia 18 de novembro, em São Paulo. Saiba mais www.ceert.org.br

Imagem divulgação - Cláudia Souza/Samba Rock Na Veia

Imagem divulgação – Cláudia Souza/Samba Rock Na Veia

Entre tantas coisas boas que rolaram nas Caldeiras, não poderia deixar de dizer que essa edição teve mesmo um toque especial em tudo. E, por último, não menos importante, quero dar os parabéns a todos que ajudaram direta ou indiretamente na evolução de mais uma produção do Plural. Obrigada a todos, sem exceção. Mas, particularmente, preciso também fazer um agradecimento em especial à fotografa Cláudia Souza, que vai passar um tempo fora do país. Ela que é sinônimo de amizade, carinho, competência e comprometimento profissional, e uma pessoa muito querida para todos do Coletivo. Se hoje, tenho a oportunidade de participar e registrar em palavras o que eu sinto quando estou com vocês, a culpa é só dela!

“O projeto deu início à profissão que hoje me auto define. Quando pego a câmera para fotografar o evento e acompanho desde a primeira apresentação até o último detalhe do show, é formidável! A sensação de andar por todo o espaço e ver como ele ganha vida, com as músicas, com as crianças dançando, as mulheres comprando seus turbantes e brincos; os homens esperando para chamar uma preta para a dança, ao som de Jorge Ben Jor ou Ray Charles… Todos envolvidos numa só batida: alguns nós, passos marcados e muita swingueira! Obrigada a toda a equipe por acreditar e me fazer enxergar que fazemos algo tão importante para a nossa cultura! Gratidão por tudo!”.

É com essa declaração linda, da Claudinha, que termino uma breve descrição do que foi o Plural, do domingo, 5 de julho de 2015.

Abraço a todos!
Viva o samba rock!

Jornalista, pós-graduada em marketing e comunicação integrada pelo Mackenzie, Andréa Garbim é assessora de imprensa e colaboradora do projeto Samba Rock Plural. “Me aproximei desse mundo e me apaixonei. A culpada disso: a Claudinha, claro!”

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