O Samba Rock e o encanto de um novo mundo


Transformador é poder entrar em um mundo e perceber o quão somos pequenos diante de tanta coisa. Não quero parecer filosófica demais, mas o samba rock tem me mostrado isso com muita sensibilidade e encanto. Sou mesmo uma pessoa de muita sorte.

Por Andréa Garbim

Eis que então chegamos à oitava edição do Samba Rock Plural, terceira de 2015, realizado no último domingo, 6 de setembro, na Casa das Caldeiras. Sem dúvidas, vivi mais um dia de muito aprendizado. Foram mais de duas mil pessoas reunidas numa só batida; e a cada edição, o evento deixa sua marca de organização e comprometimento sempre oferecendo programações diversificadas com atrações de tirar o chapéu.

Divulgação - Foto: Samba Rock Na Veia

Divulgação – Foto: Samba Rock Na Veia

Dessa vez, o destaque foi o lançamento do álbum do Jimmy Costa com a música de trabalho Nega Linda (composição: Chiquinho dos Santos). A galera vibrou com o som da banda que inicia essa nova fase com muita energia e qualidade no som. Tive o prazer de bater um papo com o vocalista e saber um pouco mais sobre as perspectivas da banda. “Hoje, no dia do nosso lançamento, a proposta foi tocar mais o estilo samba rock pra colocar o pessoal para dançar. Foi um prazer ver a casa cheia”.

Jimmy falou também das batidas mais lentas para momentos românticos. A música ‘Meu tudo que não é meu’ foi inspirada na música ‘Um amor puro’, do Djavan. Já a ‘Meu pensamento’ possibilita vários entendimentos, segundo o artista. “A letra nos transporta para uma viagem de pensamentos internos. É uma composição muito especial”, conta. Quem quiser conhecer mais sobre a banda do Jimmy Costa pode acessar a fan page.

Durante o show, o público pôde apreciar a belíssima apresentação do cantor Dom Paulinho e a Fabulosa Banda Soul. Dom, que participou do The Voice, em 2013, emocionou a galera e arrancou gritos de ‘mais um; mais um’, inclusive os meus. Os grandes convidados da noite: Melvin Santhana com todo seu swing e Max B.O. com as rimas embaladas no rap com o samba, participaram do encerramento do show. A pista ferveu ainda mais com o som do Dj Thurs, parceiro de longa data nos eventos, que intercalou as fases do evento com a discotecagem da black music ao lado do Dj Chilão. É muita categoria!!

Divulgação - Foto: Samba Rock Na Veia

Divulgação – Foto: Samba Rock Na Veia

Com a ampliação das atividades, outros espaços da Casa das Caldeiras foram ocupados, valorizando ainda mais o conceito de pluralidade do evento. A distribuição organizada do público e dos expositores sempre faz a diferença, tornando o ambiente mais aconchegante. O número de expositores participantes desta edição também foi um destaque. Eles que são os grandes responsáveis por deixar a casa mais colorida e mais disputada pela mulherada que quer ficar mais bonita com os produtos exclusivos e de qualidade como roupas, objetos e acessórios – a maioria artesanal. Sem falar no atendimento que é ‘top’: dá até para experimentar as roupas no banheiro. É tanta coisa boa que eu nunca sei se trabalho, se danço ou se faço compras!

Sem falar nas fotos da II Exposição do Samba Rock na Veia, composta por 40 painéis que retratam fatos e memórias da história do movimento – um verdadeiro símbolo do fortalecimento do cenário permanente e resistente da cultura samba rock, em São Paulo. As fotos fazem parte do acervo dos colaboradores do Coletivo: Carlos Júnior, Cláudia Souza, Marcelo Souza e Nego Júnior.

Divulgação - Foto: Samba Rock Na Veia

Divulgação – Foto: Samba Rock Na Veia

A criançada aproveitou para brincar, desenhar e participar das atividades manuais na brinquedoteca – dessa vez foi comandada pela Nega Bel. O espaço é dedicado às crianças de todas as idades e o objetivo é sempre oferecer oportunidade para a família inteira participar do evento, o que faz toda a diferença. A cada edição, os organizadores se preocupam em formar parcerias para atender o público infantil da melhor maneira. Nesse domingo, os baixinhos piraram com a produção de “rabiolas” com papel crepom da Bel. Até eu entrei na brincadeira.

O professor Tobias Terceiro, 20 anos, veio de Bauru para ministrar a oficina de samba rock no início do nosso domingo. Mais de 70 pessoas participaram do aquecimento de passos e nós, em frente ao palco central. “Estou pela primeira vez no Plural e está sendo uma experiência totalmente nova para mim”. O Dança sem Limites foi fundado há dois anos e cerca de 30 alunos mensalistas participam das aulas do projeto.

Tobias também dá aulas samba no pé, gafieira e forró a preços populares – vale a pena conferir o projeto Dança sem Limites. O jovem também dá aulas de samba no pé e samba de gafieira e oferece workshops em outras cidades do interior de São Paulo.

E o Plural é isso: um grupo de pessoas que formaram um coletivo engajado num projeto que vem conquistando cada vez mais espaço, respeito e acima de tudo, reconhecimento. O movimento samba rock merece esse incentivo a mais na sua trajetória. Essa cultura tem muito a oferecer! Acesse a página do Samba Rock na Veia e fica ligado na próxima data e local do Plural. É só chegar.

Divulgação - Foto: Samba Rock Na Veia

Divulgação – Foto: Samba Rock Na Veia

E eu vou terminando por aqui, dizendo que desde a minha primeira participação nos eventos, tenho notado como a organização vem se superando a cada experiência, sempre agregando às edições seguintes. Só quem ama o que faz tem resultados como esse. Hoje, com certeza, o meu modo de enxergar a vida é mais rico, pois enxergo um mundo novo cheio de belezas raras e aprendizados únicos. Com certeza saio dessa experiência com muito mais do que entrei. Me orgulho muito por ter a chance de fazer parte disso tudo!

Aprender e somar sempre!
#gratidão

Andréa Garbim é jornalista colaboradora do Coletivo Samba Rock na Veia

Samba Rock Na Veia
Samba rock e outras culturas

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