Movimento Cultural das Periferias convoca a população para audiência pública cidadã da cultura nesta quarta


Nos primeiros seis meses de gestão, o atual Secretário Municipal de Cultura do governo Dória desmonta a cultura, comete erros e impõe uma postura autoritária. Movimentos culturais da cidade exigem sua saída imediata.

Logo no inicio da gestão Dória foi anunciado um grande congelamento dos recursos da municipalidade. A Secretaria Municipal de Cultura (SMC) foi a mais prejudicada pelo contingenciamento de recursos, com quase metade dos recursos “colocados na geladeira”. Perante um cenário desses, se anunciava uma verdadeira catástrofe: o iminente risco do fechamento de cursos, apresentações e atividades culturais na cidade, em especial nos bairros periféricos, onde os serviços e equipamentos de cultura já são escassos.

Arte divulgação

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Assim que o congelamento foi anunciado os movimentos culturais da cidade se articularam para cobrar da municipalidade uma providência. Foram realizadas reuniões e audiências públicas com o intuito de brecar esse retrocesso. O movimento articulado em torno da Frente Única da Cultura (FUC) realizou, inclusive, aquele que é considerado o maior ato dos trabalhadores da cultura, e de forma criativa ilustrou os equívocos cometidas até então.  Na ocasião, o Portal de Notícias da Globo, G1, publicou a seguinte matéria sobre o ato: “Protesto contra o congelamento de Doria na Cultura tem geladeiras, música e intervenções artísticas”, que pode ser conferida em http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/movimentos-artisticos-e-sociais-protestam-em-sp-contra-cortes-de-doria-na-cultura.ghtml

É importante destacar que em todas as conversas com os movimentos culturais, o atual secretário André Sturm se mostrou impaciente, autoritário e sem a mínima capacidade de escuta, postura inadequada para um representante do poder público em pleno século XXI. Por conta disso não houve nenhum avanço nas negociações iniciais. Pelo contrário, o pior vem acontecendo.

Após seis meses de congelamento dos recursos verificamos um verdadeiro desmonte de políticas culturais já consolidadas na cidade. A exemplo dos cortes de oficinas culturais nos CEUS, a diminuição de 30% dos recursos destinados ao Programa VAI (que busca incentivar a autonomia da juventude periférica, que em momentos de crise encontra grandes dificuldades para conseguir um emprego), a suspensão do Programa Aldeias (que fortalece aldeias indígenas existentes na cidade), e os programas de fomento às linguagens artísticas e às periferias, que estão congelados ou executados de maneira equivocada.

Mesmo impondo um inadmissível congelamento de verbas e o desmonte de políticas públicas, nem por isso a atual gestão receia sustentar a mais descarada postura anti-democrática . A começar pelo fato de que está ignorando um processo de 14 anos de participação social, que se inicia em 2003 na primeira conferência municipal de cultura e se materializa no Plano Municipal de Cultura, documento construído com ampla participação social e que prevê uma série de metas e diretrizes para a cultura na cidade de São Paulo, planejando as ações do Estado até 2025.

É preciso salientar que o autoritarismo da atual gestão chega ao ponto, inclusive, da perseguição política de grupos e coletivos que questionam as medidas adotadas pela municipalidade. Entre os fatos que já são de conhecimento público estão:

Por último, a gestão do atual Secretário já conta com outras denúncias de irregularidade, o que consuma sua incapacidade. Entre as denúncias que são de conhecimento público estão:

Pelos motivos listados acima os movimentos culturais da cidade de São Paulo, organizados em torno da Frente Única da Cultura exigem a saída imediata do secretário em exercício, André Sturm.

Mais informações
www.facebook.com/MovimentoCulturaldasPeriferias

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